Sou mãe há poucos meses. E já aprendi o que nenhum curso de tecnologia me ensinou.
Eu e o Alex Michels sonhávamos em adotar desde crianças. O sonho chegou com duas meninas, de 4 e 7 anos, e com ele veio a vida real.

Desde criança eu sonhava em ser mãe por adoção. O Alex também. Quando a gente se conheceu, esse foi um dos primeiros assuntos. Falamos de adoção, de valores, do tipo de família que queríamos ter. Foi quase uma entrevista de emprego, sabe? E deu certo.
Há poucos meses, o sonho chegou. Duas meninas. Uma de 4 e uma de 7 anos.
Eu trabalho com tecnologia e inteligência artificial há quase 20 anos. Achava que estava preparada. Cara, a teoria encontrou a vida real.
O dia em que eu assisti Patrulha Canina de verdade
Sentei para ver um episódio com a minha filha e comecei a reparar. Não tem conflito de verdade. Não tem frustração. Não tem jornada do herói. Tudo dá certo o tempo inteiro, com uma cena nova a cada poucos segundos.
E aí me caiu a ficha: como é que uma criança vai aprender a lidar com frustração se tudo o que ela assiste é perfeito?
O dia em que eu me peguei no espelho
Pouco antes disso, eu tinha percebido uma coisa em mim. Começava um filme e, em cinco minutos, eu estava mexendo no celular. Não conseguia prestar atenção em nada. Esses conteúdos rápidos estavam acabando com o meu cérebro. Se fazem isso comigo, adulta, imagina o que fazem com o cérebro de uma criança.
O que a gente faz em casa
- A gente é exemplo, inclusive como casal. Eu e o Alex nos beijamos na frente delas, somos carinhosos e nunca brigamos na frente das meninas.
- Combinado vale mais que regra. Quando elas participam da decisão, brigam menos com a decisão.
- "Me convence." Quando elas pedem alguma coisa, eu não digo sim ou não de cara. Digo: me explica, me convence, vende essa ideia para mim. Elas aprendem a argumentar e a ouvir.
Por que eu estou contando isso
Porque eu não quero falar com você de cima de um palco. Quero falar de dentro de casa. Sou mãe há pouco tempo e não tenho todas as respostas. Mas tenho a tecnologia como profissão e as meninas como professoras diárias.
Viveu algo parecido em casa? Conte pra gente. A Clau pode responder em vídeo, sem identificar você.
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