Vídeos curtos em excesso podem enfraquecer a capacidade do adolescente de pensar no futuro

Por que importa para a sua família
Um estudo de universidades chinesas com mais de 1.500 estudantes do ensino médio associou o consumo frequente de vídeos curtos a uma visão de futuro mais fraca, aquela que liga o esforço de hoje ao resultado de amanhã. Os pesquisadores também viram o caminho inverso: quem tropeça na escola foge mais para os vídeos. Importa porque não é falta de caráter: é um cérebro ainda em formação diante de recompensa infinita, e o adulto pode ajudar a quebrar o ciclo com pausas, metas pequenas e apoio quando a nota vem ruim.
O que fazer em casa
- Quando a nota vier ruim, comece pela conversa e não pelo sermão: a frustração sem apoio é o que empurra para a fuga nos vídeos.
- Ajude a quebrar tarefas grandes em metas curtas, com recompensa no fim, para o futuro ficar mais perto.
- Desligue a reprodução automática e combine horários sem rolagem, valendo para os adultos da casa também.
A reportagem completa está em Época Negócios. Ler na fonte original ↗
Do blog, para esta idade
FamíliaQuem está atrás da máscara? Therian, furry e fetiche: o que os pais precisam separar
Antes de proibir a fantasia, pergunte do que seu filho está fugindo. Brincar, ser therian e fetichizar são coisas diferentes, e o risco de verdade é o adulto que usa a mesma máscara para chegar perto dele.
Ler artigo →
EscolaO recreio que continua no celular: o cyberbullying começa na escola, e a conversa começa em casa
Um estudo da Unifesp com 4,2 mil adolescentes mostrou que a violência na internet quase sempre continua um conflito que nasceu no pátio. Tirar o celular de castigo não resolve. Perguntar como foi o recreio, sim.
Ler artigo →
FamíliaSeu filho consome ou cria tecnologia? O que cem alunos de escola pública ensinam com dois satélites
Estudantes de Sorocaba e Fortaleza montaram satélites que a SpaceX levou ao espaço para resolver problemas da própria cidade. Enquanto isso, muita criança só rola o feed. A diferença não está no aparelho. Está na pergunta que a gente faz.
Ler artigo →Mais notícias do Radar do dia
ComportamentoCelular próprio aos 12 anos aparece ligado a mais sinais de transtorno alimentar aos 14
Por que importaPesquisadores da Universidade da Califórnia em São Francisco acompanharam 8,9 mil adolescentes americanos e viram que, entre quem já tinha smartphone aos 12 anos, 24,2% mostravam ao menos um sintoma de transtorno alimentar aos 14, contra 15,5% de quem não tinha. O estudo, publicado no JAMA Network Open, mostra associação e não prova causa. Importa porque o primeiro celular chega bem na fase em que o corpo muda e a comparação aperta: a idade de entregar o aparelho e o acompanhamento nos primeiros meses são decisões nossas.
ComportamentoFoto: Jornal Cruzeiro do SulSem celular na escola, alunos de Sorocaba contam que prestam mais atenção e conversam mais no recreio
Por que importaNuma escola estadual de Sorocaba (SP), a direção e os professores dizem que, passada a adaptação à lei que tirou o celular da escola, a concentração e a aprendizagem melhoraram e o recreio ganhou futebol, vôlei, pingue-pongue e jogos de tabuleiro. Os próprios alunos contam que lembram mais da matéria e voltaram a conversar. Importa porque mostra que o começo é difícil, mas a criança se adapta quando o adulto oferece alternativa: o mesmo vale para a mesa do jantar e para o fim de semana em casa.
ComportamentoFoto: O GloboEstudo liga mais passos por dia a menos sintomas de ansiedade e tristeza no início da adolescência
Por que importaPesquisadores do King's College London e da Universidade de Massachusetts acompanharam 5.515 adolescentes americanos que usaram pulseiras de atividade por três semanas, aos 11 e 12 anos. Um ano depois, quem dava menos de 5 mil passos por dia tinha mais sintomas de ansiedade, desânimo e problemas de comportamento, e quem passava de 12 mil tinha menos. O estudo, publicado no JAMA Network Open, mostra associação, não causa. Importa porque movimento não é castigo nem tarefa: é o adulto que cria a rotina de sair de casa, e a caminhada junto conta tanto quanto o esporte.
Receba o Radar no WhatsApp
Entre na comunidade e receba os avisos de conteúdos novos, sem spam.
Entrar na comunidade